Como evitar internações por doenças respiratórias?

Tempo de leitura: 7 minutos

Grande parte das internações por doenças respiratórias na infância pode ser evitada com prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado.
Afinal, quando sinais de alerta são reconhecidos a tempo e o tratamento é seguido corretamente, o risco de agravamento diminui de forma significativa.
Por isso, entender como agir no dia a dia faz toda a diferença para a saúde da criança.

Por que as doenças respiratórias ainda causam tantas internações infantis?

As doenças respiratórias estão entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Isso acontece porque crianças possuem vias aéreas menores, sistema imunológico em desenvolvimento e maior vulnerabilidade a infecções e inflamações.

Além disso, fatores como diagnóstico tardio, automedicação, dificuldade de acesso ao acompanhamento especializado e exposição constante a gatilhos ambientais contribuem para o agravamento dos quadros.
Então, consequentemente, situações que poderiam ser tratadas em casa ou em acompanhamento ambulatorial acabam evoluindo para internação.

Portanto, reduzir hospitalizações exige uma abordagem que vá além do tratamento pontual. É necessário atuar de forma contínua, preventiva e integrada.

Quais são as principais doenças respiratórias que levam à internação?

Diversas condições podem evoluir para quadros graves quando não controladas adequadamente. Entre as mais comuns, destacam-se, então:

  • asma não controlada;
  • bronquiolite, especialmente em bebês;
  • pneumonia;
  • infecções respiratórias virais;
  • exacerbações de rinite e alergias associadas;
  • apneia e distúrbios respiratórios do sono com repercussão clínica.

Embora cada doença tenha características próprias, todas compartilham um ponto em comum: quanto mais cedo o cuidado, menor o risco de internação.

Diagnóstico precoce: o primeiro passo para evitar internações

Identificar corretamente o problema respiratório é essencial para impedir agravamentos. No entanto, sintomas respiratórios em crianças nem sempre são valorizados no início, pois podem parecer “comuns” ou “repetitivos”.

Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • tosse persistente ou recorrente;
  • chiado no peito;
  • respiração rápida com esforço;
  • cansaço excessivo ao brincar;
  • despertares noturnos por tosse;
  • histórico de múltiplas idas ao pronto atendimento.

Quando esses sinais são avaliados precocemente por um pneumologista pediátrico, o tratamento pode ser iniciado antes que o quadro se torne grave.

O controle adequado da asma reduz hospitalizações

A asma é uma das principais causas evitáveis de internação na infância.
Na maioria dos casos, as hospitalizações ocorrem porque a doença não está adequadamente controlada.

Dessa forma, isso pode acontecer por:

  • uso incorreto da medicação;
  • interrupção do tratamento ao melhorar dos sintomas;
  • falta de acompanhamento regular;
  • desconhecimento dos fatores desencadeantes;
  • ausência de um plano de ação.

Quando a asma é acompanhada de forma contínua, com ajustes individualizados, as crises tornam-se, assim, menos frequentes e menos intensas.
Dessa forma, o risco de internações diminui de maneira significativa.

Plano de ação respiratório: uma ferramenta essencial

O plano de ação é um dos instrumentos mais eficazes para prevenir internações, pois ele orienta famílias e cuidadores sobre como agir diante de cada situação.

Um plano de ação bem estruturado inclui:

  • medicações de uso diário e de resgate;
  • sinais de alerta leves, moderados e graves;
  • condutas claras para cada fase;
  • orientações sobre quando procurar emergência;
  • contatos médicos atualizados.

Com esse recurso, decisões deixam de ser tomadas na urgência e passam, então, a ser baseadas em orientação médica.

Ambiente doméstico: como reduzir riscos respiratórios

O ambiente onde a criança vive influencia diretamente a saúde respiratória.
Por isso, pequenas mudanças na rotina doméstica podem ter grande impacto na prevenção de internações.

Assim, entre as medidas mais importantes, estão:

  • manter a casa bem ventilada;
  • evitar mofo e umidade;
  • reduzir poeira, tapetes e cortinas pesadas;
  • higienizar roupas de cama semanalmente;
  • evitar exposição à fumaça de cigarro;

Além disso, quando a alergia é confirmada, controlar alérgenos ambientais reduz crises de asma, rinite e outras condições respiratórias.

Infecções respiratórias: quando elas se tornam perigosas?

Infecções virais são comuns na infância, no entanto, nem todas evoluem da mesma forma. Sendo assim, o risco aumenta quando há atraso no diagnóstico ou quando a criança já apresenta doença respiratória de base.

Alguns sinais indicam necessidade de avaliação imediata, sendo eles:

  • febre persistente associada à dificuldade respiratória;
  • queda do estado geral;
  • recusa alimentar;
  • gemência ou esforço respiratório visível;
  • lábios ou extremidades arroxeadas.

Dessa maneira, ao reconhecer esses sinais precocemente, é possível evitar complicações e internações prolongadas.

A importância das vacinas na prevenção de internações

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir internações por doenças respiratórias, porque vacinas protegem contra agentes que frequentemente levam a quadros graves.

Manter o calendário vacinal atualizado ajuda a prevenir:

  • pneumonias bacterianas;
  • infecções virais graves;
  • complicações respiratórias em crianças com doenças de base.

Além disso, a vacinação contribui para reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade.

Escola, creche e prevenção de agravamentos

Crianças passam grande parte do dia na escola.
Por isso, o ambiente escolar precisa estar alinhado ao cuidado respiratório.

Algumas ações importantes incluem:

  • informar a escola sobre diagnósticos respiratórios;
  • fornecer plano de ação atualizado;
  • garantir acesso à medicação de resgate;
  • orientar professores sobre sinais de crise;
  • evitar exposição a gatilhos conhecidos.

Quando escola e família atuam juntas, o risco de agravamento diminui consideravelmente.

O acompanhamento regular com pneumologista pediátrico faz diferença

O acompanhamento especializado é decisivo para evitar internações recorrentes, afinal, consultas regulares permitem ajustes no tratamento e identificação precoce de falhas no controle da doença.

Então, durante o acompanhamento, o especialista pode:

  • revisar medicações e técnicas de uso;
  • avaliar resposta ao tratamento;
  • orientar sobre prevenção de infecções;
  • ajustar o plano de ação;
  • reduzir idas desnecessárias à emergência.

Desse modo, a criança ganha mais qualidade de vida e menos hospitalizações.

Educação da família: um pilar da prevenção

Famílias bem orientadas tomam decisões mais seguras.
Entender a doença respiratória da criança reduz medo, ansiedade e atrasos no tratamento.

A educação em saúde inclui:

  • reconhecer sinais precoces;
  • saber quando usar medicação;
  • entender o papel do tratamento contínuo;
  • evitar automedicação;
  • manter rotina preventiva.

Esse conhecimento transforma o cuidado diário e reduz riscos.

Benefícios de prevenir internações respiratórias

Evitar internações traz ganhos importantes para toda a família:

  • menos sofrimento para a criança;
  • menor risco de complicações;
  • redução do impacto emocional;
  • menos faltas escolares;
  • maior estabilidade da rotina familiar;
  • melhor controle da doença a longo prazo.
  • menor custo para a família

Além disso, a prevenção reduz custos e sobrecarga dos serviços de saúde.


Internações por doenças respiratórias na infância nem sempre são inevitáveis.
Desse modo, com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado, ambiente adequado e educação da família, é possível reduzir de forma significativa o risco de agravamento.

👉 Portanto, para saber mais sobre prevenção e cuidado respiratório infantil, visite:
➡️Site oficial da Pulmolab
➡️Blog Pulmolab
➡️Instagram Dr. Wilson Rocha


FAQ – Como evitar internações respiratórias na infância

1. Toda criança com asma precisa ser internada em algum momento?

Não. A maioria das crianças com asma bem controlada nunca precisa de internação.

2. Tosse frequente pode levar à internação?

Sim, se não for investigada e tratada adequadamente.

3. Infecções respiratórias sempre precisam de antibiótico?

Não. Na maioria das vezes são virais e tratadas apenas com medicação de suporte.

4. A vacinação realmente reduz internações?

Sim. Vacinas diminuem infecções graves e complicações respiratórias.

5. Quando procurar um pneumologista pediátrico?

Quando há crises frequentes, sintomas persistentes ou histórico de internação.

6. O ambiente da casa influencia nas internações?

Sim. Em crianças comprovadamente alérgicas, poeira, mofo e fumaça aumentam crises respiratórias.

7. A escola precisa saber do problema respiratório da criança?

Sim. Isso garante resposta rápida e segura em caso de crise.

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